18 abril 2011

Semana Santa


Tudo o que tem peso e densidade exige espaço onde ficar e permanecer. Entra sem avisar, impõe-se em dignidade e respeito. Existe, manifesta-se. O mistério não pertence às coisas etéreas ou impossíveis, se não, nem sequer nos levantaria questões, nem precisaríamos de fazer perguntas.

Porque é mistério, não se explica. Mostra-se, permite e obriga a uma espécie de ruptura. É quase incómodo suave e persistente, um esboço do sonho que um dia poderei ver concretizado. Um desejo que começa a ganhar carne.

É significativo que este tempo do mistério apareça numa semana que se chama santa. Porque é próprio de Deus exibir-se de modo fascinante: pão que se parte, mãos que lavam os pés, uma cruz levantada, uma luz a despertar no meio da noite mais escura. O mistério vai acontecendo. O Santo fala de Si mesmo. 

6 comentários:

Madalena disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Madalena disse...

Lindo, maravilhoso, tocante e tão verdadeiro... o que escreves e o Deus que muito contribuiste para que eu o ame da forma como amo... o Deus de Amor que deu a sua vida... a cruz que se tornou símbolo de esperança e felicidade.
obrigada amigo pela gentileza de tua alma.

concha disse...

Boa semana santa!

Anónimo disse...

Uma pena estar parado...

Paulo Sempre disse...

Não é fácil viver na "felicidade de hoje". O decurso do tempo alterou o conceito de felicidade numa sociedade que se tornou egoísta. A «corrida» à procura da felicidade tende, paulatinamente, a mudar de rumo. Um rumo que nos podia levar ao amor de Deus não fossem as dúvidas que a sociedade materialista e consumista alimenta em tudo o que concerne às certezas divinas. A Igreja também não tem, na minha opinião, dado provas de exemplo de entrega e abnegação à sua missão cá na Terra...
A fé já não "move" montanhas....desde que as sagradas escrituras foram obrigadas - porque pelos vistos são falíveis - a admitir que afinal é a terra que se movimenta em volta do Sol...
Abraço

Anónimo disse...

Para quando um novo texto...tenho tantas saudades de "ouvir" as suas palavras. Por favor, volte a publicar

Maria Ferreira

 

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