06 junho 2010

Fidelidade


A fidelidade é apostar constantemente em algo que não queremos perder. No fundo, ser fiéis a alguém ou a alguma coisa, não é difícil. Se virmos bem, aquilo que amamos é o centro da nossa vida e é impossível que façamos algo sem que tudo tenha uma referência àquilo que ilumina o nosso coração e o nosso olhar, ao que lhe dá um sentido completo.

Temos consciência de muitas pequenas infidelidades. Parece que falhámos regras e não estivemos à altura do que nos era pedido. Talvez fosse melhor que pensássemos acerca da qualidade do amor nas coisas que falhámos. Quando algo importante não nos preenche, é porque, provavelmente, não estamos a cuidar aquilo que sabemos ser importante e definitivo.

Podemos começar a enganar-nos a nós mesmos, querendo estar ligados a tudo, sem estar ligados a nada... vivemos à superfície. Falta-nos coerência, ou falta-nos amor?


8 comentários:

Anónimo disse...

Um tema urgente e pertinente nos dias de hoje...(em qualquer área e vocação)

Se somos seres de Amor...
provavelmente estará a faltar a coerência, associada a uma objectivdade e "distanciamento", da nossa essência, com aquilo que o meu comportamento traduz.

Teremos que descobrir qual a conexão e/ou (re)ligação que precisa da nossa atenção, do nosso carinho, cuidado e amor...para que voltemos a abraçar a fidelidade como um valor e, assim, todos os nossos gestos, espelharem o que somos.

Obrigada
Isabel

Lídia disse...

Primeiramente falta-nos o conhecimento do AMOR, em toda a sua acepção, seguidamente falta-nos tudo, coerência, amabilidade, entrega, razão... e sobra tudo o resto distanciamente, alienação, vazio... talvez seja um pouco de tudo isto que nos torna seres sem fidelidade, a nós e por obstante, a tudo e todos.

Beijinho
Lídia

Teresinha disse...

Este blog é uma maravilha, eleva-nos a alma. Uma reflexão pequenina, simples mas tão profunda no início de noite - só agora tive tempo de cá dar um saltinho esta semana - sabe sempre bem.

É verdade, infelizmente estamos a perder não só os valores mais básicos e normativos de uma vida recta, mas também, e atrever-me-ia a dizer ainda mais importante do que isso, a própria consciência do que são valores e contra-valores. Porque uma coisa é saber-se que a fidelidade é boa e não a praticar, por uma qualquer falta de coerência nos princípios; outra coisa, muito diferente, é já nem se ter consciência de onde residem os valores, do que é valor ou não ou, neste caso específico, se a fidelidade é ou não um valor, uma meta a prosseguir, algo que valha a pena...

Como sempre, dão que pensar e fazem-nos reflectir numa infinidade de coisas estes pequenos e profundos posts. Ao serem tão gerais, permitem-nos particularizá-los.

Levá-los à vida concreta.

Sermos fiéis a alguém, a algo, a um projecto ou mesmo a Deus, ao seu plano de amor para as nossas vidas, nem sempre é fácil. Mas se tivermos consciência de que essa é condição essencial de um crescimento pessoal, relacional e nos valores comprometemo-nos de modo mais efectivo, concreto e radical.

Fiquem todos com Deus, tenham uma óptima semana! Adoro este blog!

Missé, sj disse...

Obrigado

disse...

Somos seres a fazer caminho tantas vezes optando pelas bermas não asfaltadas...

Clara Margaça disse...

O teu blog, António, inspira-me. :)
Um beijo para ti

Nova Civilização disse...

Antônio,

bela partilha. Obrigada. Buscar sempre o AMOR VERDADEIRO essa é uma grande lição. Muitas vezes nos dispersamos e erramos por falsas expectativas,

abraços fraternos

Gisele

Nuno disse...

"Não faço o bem que quero e faço o mal que não quero" (Rm 7,19)

A nossa vida é uma luta. Uma luta para fazermos o bem que queremos. Mas, muitas vezes caímos. E, às vezes, não só nos magoamos a nós próprios como magoamos os que nos são mais queridos!

É o mistério do mal e do pecado.

Felizmente, temos Jesus. Ele veio para nos salvar.

Temos que olhar para Jesus, apreder com Ele.

 

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