25 fevereiro 2010

Começar


Quando começamos a ter a impressão que o tempo nos falta para o que queremos, estamos a cair na conta de que os compromissos que assumimos, juntamente com os imprevistos de cada dia, nos ocupam a a mente e o coração de uma forma não organizada.

É inevitável que a vida, como a temos hoje, seja marcada pela pressa e pelo acumular de coisas, entre trabalho e descanso, família e amigos, lazer e compromissos. Se é verdade que a determinada altura, teremos de dizer não a algumas coisas, é certo também que muitas vezes não nos resta alternativa senão em fazer o que nos aparece à frente.

Existe uma sabedoria que nasce da consciência de que não podemos viver só em função da agenda, porque a Vida é muito mais que uma série de acontecimentos, é sobretudo a qualidade e a luz pessoal que pomos em todas as coisas. Se não temos o tempo e o espaço para ganhar contacto com aquilo que verdadeiramente interessa, acabamos por nos dispersar. É importante encontrar o ponto de partida de cada dia, que não nos deixe fugir a vida por entre os dedos. 

Porque não, em cada manhã, fazer o exercício de olhar o dia como oportunidade de completar o que sou em coisas pequenas? Em cada dia, eu me manifesto e não deixo que os ritmos me tirem a serenidade.

9 comentários:

Maria José disse...

Lindo texto, Antonio. Este espaço é sempre maravilhoso. Estar aqui é sempre um enorme prazer. Beijos e um ótimo final de semana.

Lídia disse...

A cada dia tento começar de novo... Isso peço ao Senhor, um novo amanhecer, um espírito e uma atitude de conversão...

Obrigado pela inspiração, agradeço ao Senhor por soprar em si o dom do Espírito Santo.

Beijinhos
Lídia

Nova Civilização disse...

Olá Antônio,

essa sua postagem é tão importante... obrigada. Perder o ritmo da vida é perder tempo em situações que nos faça nos perder. Perder a nossa essência e o significado pelo qual aprendemos a viver!

abraços fraternos,

Gisele

concha disse...

"...é a qualidade e a luz pessoal que colocamos em todas as coisas".
Esse é um desafio diário e também de discernir entre o acessório e o essencial.
Um abraço

Mile Corrêa disse...

Lindo e tocante.

Nise disse...

Tocou-me muito. Ando mesmo as voltas com tal dificuldade. Vou seguir seu conselho sobre a prática do exercício diário.Espero conseguir.
Um abraço.

Rosa disse...

Olá P.António

É assim mesmo, quando paramos e olhamos o que ficou para trás, vemos que deixamos as "coisas" importantes passarem ao lado, sem as viver, sem lhes dar a importância merecida...

Somos pessoas de hábitos, lamentamos, mas não mudamos.

Seria óptimo se conseguíssemos fazer o "exercício" de nos completarmos com as pequenas coisas que vamos realizando...
Com certeza sairíamos mais felizes e realizados.

Bom fim de semana.
Bom Domingo.
Beijos

Graciele Gessner disse...

António, estou dedicando um selo para seu blog, "MasterBlog"... Parabéns ao blog!

sandra raimundo disse...

Bem verdade o que escreves... e que de vez em quando pomos em prática. e de vez em quando não...
Ontem esteve muito muito vento. Vi 1 passáro voar contra o vento, um passáro pequeno... a persistência! ele achava-se, na sua pequenez, capaz de voar contra o vento...

 

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