
Pergunto-me muitas vezes o que é que tenho para dar de mim ao mundo e aos outros. Os nossos planos de futuro são tantas vezes inspirados em modelos, de pessoas e realizações, de estados que até uma dia chegámos a perceber serem nossos. É bom ter planos concretos, para evitar que percamos o tempo a ter ideias geniais, quando depois percebemos que alguém já as pensou.
Porém, temos uma sede de orginalidade, uma espécie de genialidade insubstituível, que temos dificuldade em dar corpo. Por passarmos os nossos dias a fazer as coisas de sempre e vamos deixando que o tempo tome conta de nós e vamos cumprindo compromissos.
A nossa ideia de alegria terá de nascer de um bem-estar a partir do presente, que não é ausência de problemas e preocupações, mas um estar-bem no que agora somos e temos. Não podemos construir apenas em ideias, temos um terreno fértil ao quel não damos a importância devida. E devíamos dar toda a importância porque é certamente o melhor terreno que somos: a nossa alegria de hoje.




