19 fevereiro 2009

Auto-conhecimento

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(sugestão da Leonor)


O tema do auto-conhecimento é muito vasto, e admito que também é um dos meus preferidos. Tenho pensado e rezado muito sobre o conhecer-me a mim mesmo e como isso tem sido fonte de compreensão, perdão, desejo de me aventurar e de ser melhor. Conhecer-se a si mesmo não é apenas uma questão de fazer uma lista de qualidades e defeitos, ou fazer algum teste de personalidade. Estas coisas ajudam, mas correm o risco de permanecer à superfície e não nos faz cair na conta daquilo que verdadeiramente somos. Cada pessoa é um mundo diferente e estaria a perder-me se quisesse falar de tudo, pelo que resolvi apontar algumas coisas que fui lendo e pensando, e acho que se podem aplicar a cada pessoa, ao menos como início de um caminho para se conhecer melhor.


A própria expressão "conhecer-se a si mesmo" indica que existe uma distância entre o eu que conhece e o eu que é conhecido. Vamos conhecendo partes de nós, sem nunca conseguir conhecer-nos completamente. Acredito que sou um mistério para mim mesmo, e este é inesgotável, perigoso, fascinante, digno de todo o amor. Este mistério encontra-se dentro de nós, o espaço meu onde realmente sou aquilo que sou. E como posso chegar lá?


Uma descrição do homem interior que sempre me interpelou é a seguinte: eu sou homem psiquico, homem racional e homem espiritual. Ou, em termos mais complicados, e mais personalizados, mas que explicam a mesma coisa: animus, anima e spiritus. Estas três coisas não são três partes diferentes, como se me pudesse dividir em estratos, mas são modos de funcionamento daquilo que sou, a minha origem e para onde quero caminhar.


Animus é a parte que conheço de mim todos os dias, como vejo que me comporto, como leio a minha história, os meus defeitos e qualidades óbvias. É o que, de algum modo, me faz agir, a minha parte mais consciente, a que estámais imediatamente em contacto com o mundo à minha volta.


Anima é a parte de mim que responde ao bem, que me move para as coisas bonitas, que me faz sair de mim. Entre animus e anima, existe muitas vezes conflito. Sei o que é bem, e não o faço, sei que estou a fazer mal e não deixo de o fazer. Li num texto que a anima é como a dona de casa que procura cuidar e arrumar as coisas. Animus entra em casa e toma posse dela, é muitas vezes egoísta, e vence anima com palavras bonitas e boas justificações. Temos sempre justificações para fazermos o que queremos, mesmo que saibamos que não é bom.


Spiritus é a parte mais interior de mim, aquela que anima contempla e onde arranja forças para suportar, acolher, cuidar e transformar animus. Spiritus é tudo o que nos arrasta para o amor, que nos faz livres, não esperar recompensa, de nos dar sem medida e encontrar nisso a maior alegria. E é no spiritus que encontramos a parte mais débil e, ao mesmo tempo, mais poderosa de nós. É débil porque o amor não existe sozinho, e quando a anima é incapaz de encontrar spiritus e de o amar e ser amada por ele, perde força para ajudar animus a abrir-se também ele ao amor. E é a parte mais poderosa, quando eu percebo que o amor que tenho é mim é um dom, dado em medida inesgotável. Amo porque sou amado e tenho consciência que nunca poderei dar tanto amor como aquele que recebo. Mas procuro corresponder com todas as minhas forças, no fundo amar é o que há de mais natural em mim. E é neste movimento e neste lugar onde Deus está.


Procurando simplificar: O auto-conhecimento, ao menos como eu o percebo, está em olhar estas três dimensões e ver aquelas que têm mais força. Sabendo que a minha autenticidade está no amor, que passa pelo querer fazer o bem, e fazê-lo de facto. Quando spiritus, anima e animus trabalham no mesmo movimento, sou aquele que sou. Se a determinado ponto se quebra esta corrente, posso perguntar-me onde está a raiz disso. Encontrá-la, percebe-la, ama-la e recomeçar...



PS: Que engraçado ter encontrado esta foto,de Marta Ferreira. Animus e anima de mãos dadas, os corpos a fazer um coração e a olhar o mundo através de janelas imensas.

17 fevereiro 2009

6 coisas sobre mim

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E hoje respondo ao desafio do Nuno Branco para dizer seis coisas sobre mim! Foi um exercício engraçado, temos coisas mesmo próprias de cada um :). Aqui vai:


1 - Quando ouço pela primeira vez uma música que gostei muito, ouço-a muitas vezes seguidas, independentemente do estilo.
2- Demoro cerca de uma hora e meia a acordar. Preciso de banho, pequeno almoço e café. Se alguém falar comigo durante esse tempo, é provável que não responda ou que diga "sim" sem estar a ouvir o que me estão a dizer.
3 - Gosto de ler aquilo que escrevo.
4 - Uma tarde bem passada é estar com amigos numa esplanada ao sol a beber minis com tremoços.
5 - Odeio que me metam os dedos nas lentes dos óculos ou lhes atirem água para cima.
6 - Agora não tem acontecido muito, mas gosto mesmo muito das longas noites à frente do computador a preparar actividades de oração.


E passo o desafio! Para a Te, a Carolina, a Diliana, o Missé, a Susana e a Mariana! Fico curioso... =)

16 fevereiro 2009

Já está!

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Acabei agora de classificar os 525 posts que fui publicando aqui... quando comecei o Blog, ainda não havia as etiquetas =) Até eu me surpreendo com a produção e imagino que é fácil repetir-se, apesar de irem sendo descritas perspectivas diferentes. De todos os modos, assim deixo à diposição as pequenas reflexões que fui fazendo, para uso pessoal, orações, algo que venha a calhar em qualquer momento da Vida...


Rever estes textos foi uma experiência de consolação. Visitei estes três anos em Roma e fui identificando situações e pessoas muito concretas. Foi um exercício bonito de memória e agradecimento.


A outra coisa que achei curioso, foi ver como fui mudando o estilo, apesar de manter a mesma tonalidade, a linguagem e a profundidade é diferente. Sem nos darmos por isso, vamos mudando e ficando diferentes... crescemos em coisas importantes, avançamos e recuamos... e é esta a nossa Vida, o tesouro mais precisoso que temos entre mãos! Bom proveito =)

15 fevereiro 2009

Cristianismo e outras religiões

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(sugestão da susana)


A questão da multiculturalidade religiosa e o diálogo da Igreja com as outra religiões é um tema que hoje tem muita força, porque em muitos países o convívio diário com outras culturas religiosas é uma realidade, com as suas riquezas, mas também com os seus desafios. Falando do contexto mais português, onde a religião católica é maioritária e a própria cultura é tradicionalmente ligada a ela, as outras religiões e confissões cristãs, se bem que existem, acabam por não ter uma expressão muito grande e nisso até podemos dizer que vivemos num ambiente bastante tranquilo e respeitoso, comparando com outros países onde isso não sucede.


Antes de mais, talvez seja uma informação desnecessária, mas pode ajudar a esclarecer algumas coisas que talvez não se saibam. Da parte da Igreja, há duas vertentes de diálogo com outras tradições religiosas. Uma é o Ecumenismo, o diálogo entre várias Igrejas cristãs, entre a Igreja católica e as Igrejas protestantes (mais presente nos paises do centro da Europa, ou países anglosaxónicos), a Igreja anglicana (sobretudo em Inglaterra) e as Igrejas ortodoxas (sobretudo na Europa de Leste, Grécia e Médio Oriente). Há outras Igrejas cristãs não católicas, mas apontei as mais numerosas e conhecidas. Todas têm como principais elementos em comum a fé em Jesus Cristo, na sua morte e ressurreição, a Bíblia, o batismo e a celebração da Eucaristia.


A outra vertente de diálogo é o diálogo inter-religioso, com as outras religiões não cristãs: Judaísmo, Islamismo, Hinduismo e Budismo, falando das mais representativas. Estas religiões têm em comum a crença no Divino, quer como Deus, quer como um pricípio de Unificação, etc.


Quando se fala destes temas, imediatamente vêm à memória a história passada de guerras e violência, a inquisição, cruzadas, colonização, excomunhões mútuas... É evidente para nós que continuam a haver infelizmente guerras e violência a vários níveis, motivadas por algumas visões da religião mais extremistas, que acabam por ser o maior contratestemunho daquilo que a religião pode trazer à humanidade que é a paz, fraternidade, ajuda aos desfavorecidos... Também devemos ter em conta que, muitas vezes, em muitas situações de guerra e necessidade, são as organizações religiosas as primeiras a entrar no terreno. Tudo isto para dizer que não é bom nem sensato rotular imediatamente a religião, seja ela qual for, como promotora de violência ou que aliena as pessoas dos problemas concretos da vida. Porque, de facto, não é assim. Se há muitos cristãos, muçulmanos, judeus, budistas ou induistas que fazem violência, e que por isso têm mais publicidade, não quer dizer que haja um número bastante maior de cristãos, muçulmanos, judeus, budistas e induistas que são empenhados nos compromissos com o seu Deus e com os outros, nas circunstâncias em que vivem.


Em 1965 foi o final, na Igreja Católica, de uma reunião de todos os bispos do mundo, que acontece muitas poucas vezes, (21 em 2000 anos de história). Foi o Concílio Vaticano II, onde a visão acerca das diferenças de religião foi radicalmente mudada. Antes poder-se-ia ter a ideia de que quem não é cristão, se não se converte vai para o inferno, ou não se salva. Mas o Concílio afirma o segunte: "Com efeito, aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo, e a Sua Igreja, procuram, contudo, a Deus com coração sincero, e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a Sua vontade, manifestada pelo ditame da consciência, também eles podem alcançar a salvação eterna. Nem a divina Providência nega os auxílios necessários à salvação àqueles que, sem culpa, não chegaram ainda ao conhecimento explícito de Deus e se esforçam, não sem o auxílio da graça, por levar uma vida recta". Sei que aparecem aqui termos mais difíceis de perceber: graça, vontade de Deus, Providência, salvação eterna". Se for preciso, posso falar depois destes temas e explicar o que significam, se não escrevo hoje um tratado!


O que a Igreja refere em relação aos não crentes na fé cristã, é que o mais importante e que realiza o homem é levar com compromisso uma vida de bem, e que procura o bem dos outros, do mundo e a Deus, com sinceridade de coração. A Igreja não condena um bom muçulmano, ou um bom judeu ou um bom anglicano. Na sua própria religião, cada um deve viver de coração aquilo que lhe é transmitido. As religiões têm em comum, apesar das diferentes linguagens e culturas, o amor a Deus, o respeito e o serviço aos outros, sobretudo os pobres e necessitados, e a construção da paz. Acho muito bonito que o espírito humano tenha sempre associado a relação com Deus com um compromisso com o próximo, na paz e no bem. Não há religiões do egoísmo ou da guerra, mas sim leituras erradas dessas religiões.


Nos últimos anos, tem havido, por isso, um esforço de diálogo entre igrejas cristãs e outras religiões, não para se converterem uns aos outros, mas para partirem de bases comuns, a fim de ajudarem a promover a paz e a justiça e a tornar visível o amor de Deus pela humanidade. Creio que todos se foram dando conta que é impossível o regresso ou a existência de uma única religião, mas que é a partir das diferenças que se pode dar o maior sinal de unidade, rezando juntos e trabalhando juntos pela paz, pelo perdão e pela justiça. Algo se começa a fazer, mas ainda se poderia fazer muito mais.


Existe também um enriquecimento mútuo que vem sendo aprofundado. Dou alguns exemplos: no âmbito cristão, os estudos protestantes sobre a bíbila ajudam muito as outras igrejas a percebê-la e a lê-la. A religião cristã tem uma fortissima parte prática, que nasce do amor ao próximo, e isso também desafia outras sensibilidades religiosas mais voltadas para a interioridade. O budismo e o hinduismo podem ajudar muito o tipo de oração cristã, com métodos de usar o corpo, a respiração e a concentração. As igrejas ortodoxas priveligiam muito o uso dos sentidos nas celebrações (música, perfumes, imagens), transmitindo uma presença do divino mais tocável, e que desafia também o modo algo triste com que, por vezes, os católicos estão na missa. Estes elementos vão já aparecendo, mas ainda se poderia fazer mais.


Há, por fim uma questão, que talvez se tenham posto. Se o essencial é o bem, a paz, a boa consciência e a ajuda aos outros, como é que a Igreja diz ter a religião verdadeira? Não são todas iguais? E o mesmo em relação às outras religiões que se afirmam verdadeiras. É sempre uma questão de entender o que quer dizer a Verdade. A Verdade é que todos os homens são amados por Deus e chamados a amá-Lo. Quando isto acontecer plenamente, acontece o chamado Reino de Deus, que se está a construir, mas não está completo. A Igreja é o sinal que expressa, de forma humana - e por isso também contraditória, como todos nós - esta união que há-de acontecer. Não há coincidência entre Reino de Deus e Igreja, mas a Igreja é e deveria ser cada vez mais o referente desta Verdade que está entre nós.


Fui muito longo, mas era difícil resumir mais, peço desculpa e agradeço a paciência =) Se algo não for claro, estou disposto a esclarecer! Boa semana!



14 fevereiro 2009

Pequenos milagres

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Normalmente entendemos os milagres como coisas extraordinárias que mudam o acontecer nosrmal dos nossos dias e que recuperam em nós algo que tínhamos perdido. Por causa de um trabalho que estive a fazer, dei-me conta que a nossa Vida contém pequenos milagres constantes e que as mudanças que estes podem fazer em nós não são mais pequenas que os "grandes" milagres.

Depende muito da forma como situamos o nosso olhar sobre o mundo. Cada coisa, pelo facto de acontecer e existir, chega até nós através dos nossos sentidos exteriores. Porém, o eco que nos fazem toca a nossa interioridade. Acredito que cada coisa acontecida em nós é uma extensão da sua própria bondade. Mesmo as coisas que aparentemente não são boas e nos ferem, temos também a experiência a longo prazo como nos fizeram descobrir e crescer em coisas que nunca tínhamos imaginado. E dizemos: foi bom que isto tivesse acontecido...

Tenho a certeza absoluta que o mundo é bom, as coisas são boas e as pessoas são boas. É uma bondade fundamental que fala e toca a nossa bondade. Quando temos a capacidade de as olhar e aceitar, acontece o milagre de as fazer falar e torná-las gesto e expressão: um abraço, um sorriso, perdão, compreensão, autenticidade, agradecimento e verdade. Temos um poder enorme entre mãos, somos um centro iluminado, um lugar de chegada e partida.

11 fevereiro 2009

Trabalho contínuo

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(sugestão de antrópico)


Falar do modo como rezo. É sempre um modo de me expor, mas acredito não ser suficientemente íntimo para o não partilhar. Falar da nossa vida interior, para além de uma prudência necessária,por vezes é algo que nos devíamos sentir quase obrigados. O trabalho que Deus faz em nós é luz, e essa não se pode esconder. Transparece em gestos e modos de estar, mas também na forma e no conteúdo daquilo que podemos dizer. E assim, poder ser luz para alguém é colaborar com o desejo de Deus de estar com cada um.


Há diversos tipos de oração, que faço conforme as circunstâncias, mas um deles é o mais habitual. Todos os dias rezo a Liturgia da Horas, a oração oficial da Igreja, de manhã e à tarde, que consiste sobretudo na leitura orante de alguns salmos, um pequeno excerto da bíblia e rezar pelas intenções do mundo, juntamente pelas pessoas e intenções que tenho presentes no meu dia. Mas não é só isto.


Sinto que sou sempre pouco merecedor do que Deus faz em mim e por mim. E como o Amor dele por mim me supera infinitamente e não tenho realmente consciência do que isso é. Com o passar do tempo, fui descobrindo que o Espírito trabalha em nós continuamente. É a minha frase espiritual que me define: "O meu Pai trabalha continuamente, e eu também", no Evangelho de João. E tenho disso a certeza mais absoluta. O que fica da minha parte é abrir a porta do tempo, do espaço e do coração para que Ele esteja e trabalhe, como Ele quiser.


Faço uma oração de presença, sem palavras e sem pensamentos, durante pelo menos meia hora, em que dirijo as minhas energias para Deus, dispondo-me à sua vontade. Ponho aquilo que sou diante dele, sabendo que Ele sabe o que preciso para o momento que vivo e esperando e confiando que me dará a graça para o fazer. Não espero milagres, nem visões místicas, quero apenas estar e preciso de estar assim. O que tenho de mais precioso é a Vida, e é isso que procuro oferecer em liberdade todos os dias. Se eu ofereço e me confio, Deus não pode deixar de aceitar, e assim me vai transformando, iluminando aquilo que sou e aquilo que faço.


É apenas isto... continuo a ser teimoso e a não deixar mudar muitas coisas em mim. Mas o amor é paciente, e esta paciência de Deus é também exigente, não gosto de ficar sempre igual ao dia anterior. =)

10 fevereiro 2009

Tempo de Deus

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Partindo da base que escrevi no post anterior, que penso ser uma forma bastante visível de perceber a minha relação com o mundo e a forma como faço parte dele, gostaria ainda de dedicar alguns pensamentos ao modo concreto como poderei no meio de um tempo ocupado, encontrar tempo para olhar a Vida com Deus.

O tempo de oração não é apenas um momento de paragem e dedicação exclusiva à meditação. É sobretudo uma atitude que posso - e devo - transportar nos momentos do dia a dia. Especialmente os seus frutos. Porém, temos necessidade de um tempo exclusivo para a oração, como o corpo precisa de respirar a plenos pulmões para se encher de maior vida e energia. E sabemos bem como é importante respirar profundamente.

Às vezes, chego a ser duro comigo mesmo, dizendo que para aquilo que realmente quero, encontro sempre tempo. De facto é assim, coisas urgentes podem esperar quando aparece improvisamente aquilo que mais quero fazer no momento. Se o que mais quero é estar no silêncio, eu e Deus, então consigo estar. Se quero mais ou menos, ou só alguns dias, então raramente estarei.

Cada pessoa encontrará no seu dia o tempo e o modo de rezar. É essencial que o queira e que precise dele como de ar para viver. O exercício que propus no post anterior é um bom início, partir do dia concreto, e amar-me enquanto o amo, perdoar-me enquanto o perdoo, ser melhor amanhã. Os frutos da constância vão surgindo e, da mesma maneira, a vontade de continuar e aperfeiçoar. Um ciclo virtuoso, rezar bem, faz querer rezar melhor. Mas só experimentando cada dia se poderá verificar como isto acontece.


PS: Este é um dos muitos modos de rezar, amanhã falarei de outro, que pessoalmente sigo, como me foi sugerido! Por hoje ficam estes conselhos, espero que ajudem. =)
 

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