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31 janeiro 2008

Como vejo o mundo

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Quando se cumpre qualquer coisa prometida, vem um momento de descanso e consolação, por ter feito bem o que devia ser feito... e fica-se cheio de vontade de continuar. As etapas acabadas são sempre mais parecidas com caminhos começados.

E são momentos privilegiados de ganhar distância, subir através das memórias e olhar para o que foi acontecendo... e acrescentam-se pontos, melhoram-se cores que deviam ter lá estado, ou maravilha-se com o que foi verdadeiramente surpreendente.

Um olhar desde cima para um mundo desejado e conseguido é motivo de uma esperança grande, subi mais alto na minha montanha e tornei-me mais capaz de saber do que sou feito e para onde me encaminho.

10 janeiro 2008

Segundo a nossa medida

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Podemos tantas vezes ter um olhar deslocado acerca das pessoas que conhecemos e das situações que nos acontecem. O nosso olhar tem uma tendência enorme a ficar condicionado pela nossa história e pelas nossas experiências. É também normal que assim seja...

Mas acho mesmo que olhar a partir do conhecido é pobre. E uma vezes somos ingénuos e não percebemos o que está a acontecer, e outras somos de tal maneira condicionados que pintamos de vermelho aquilo que é azul. É que nós somos marcados por uma tão maior originalidade!

Há um olhar de beleza e alegria que tem consciência do que vê. Não significa deixar passar as coisas que não estão bem, mas não as aceita como estados definitivos. E alegra-se com as coisas boas da Vida, mas também não as aceita como estados definitivos.

A medida do meu olhar é aquela que, no fundo, tenho em relação a mim mesmo. Porque olho sendo olhado, sei que posso amar porque sou amado. A minha medida vê mais do que o imediato, e posso salvar aquilo que aparece como inevitavelmente perdido, apenas por existir, no meio de tudo, o sinal mais pequeno de esperança.

03 janeiro 2008

Na distância

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Olho no mais alto de mim para ver o fim de todas as coisas. No cimo de uma nuvem que me transporta nas memórias feitas desde os tempos antigos, em que eu era palavra e desejo.

E construi-me em pétalas de mal-me-quer, escolhidas por um quase-acaso com uma resposta de sim e de entrega. Fiquei sozinho entre o caminho e o horizonte. Mais presente que nunca na minha verdade. Não desisti de fazer de cada dia uma casa completa, cheia de flores e cores bonitas.

No momento do silêncio chego ao mais alto de mim mesmo. Soa a felicidade, um oco eterno cheio de música, um tapete de cores que voa até ao outro lado do mar.

Se apenas por um momento ouvisse aquela voz que me faz falta, tudo seria dourado, o mundo seria sempre o meu sol. E espero enquanto não a escuto...

20 dezembro 2007

Andamos assim...

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É tão bom viver com gestos simples. Não é suficiente ficar pelas ideias, as coisas sonhadas como grandes projectos são motor e são ilusão.

É preciso termos cada vez mais noção de que aquilo que é importante e decisivo toca-nos a alma e a pele. Uma ideia não muda o nosso mundo, mas sim o que fazemos com ela.

E andamos assim, na velocidade de ideias perseguidas. Mas é um correr cansado, não faz sentido não sentir os pés molhados na areia do mar, nem a dureza da pedra onde nos sentamos quando acabámos por subir um monte impossível.

Há uma ideia de Deus para o Homem. E como genial e divina criatividade, podemos tocá-lo e vê-lo, ficou entre nós para sempre. Se fôssemos menos alma e mais corpo quando temos ideias bonitas... e são os gestos simples que mostram o quanto gigante é uma alma.

15 dezembro 2007

3...2...1... =)

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Vivo nesta fronteira entre a alegria e o medo do que me é confiado, ao viver os momentos em que percebo claramente que tudo me é posto nas mãos e ao mesmo tempo me lanço no infinito.

Lembro-me que sempre disse que nascemos para ser grandes. E descubro na minha pequenez uma força inacreditável de amar com todo o sentido. E sinto-me feliz, muito feliz.

Hoje, num passeio, vi uma frase de Goethe a propósito de um aqueduto romano que ligava duas montanhas e duas torres, e estava de tal modo metido no vale e nos declives que parecia que sempre esteve lá!

"E agora percebo com quanta razão sempre achei detestáveis as construções feitas por capricho... tudo coisas nascidas mortas, pois aquilo que verdadeiramente não tem em si uma razão de existir, não tem vida, e não pode ser grande nem vir a ser grande".

E o nosso coração é a fonte mais preciosa de Vida... não temos alternativa à nossa grandeza.

24 novembro 2007

Olhar

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Estes dias tenho vivido numa tentativa de alimentar uma dimensão que acho que nunca está completa. Procuro viver através de um olhar mais profundo em direcção ao meu mundo.

É importante lidar bem com os sentimentos e os estímulos que vão mexendo comigo. A grande maioria das coisas que nos acontecem não são escolhidas por nós. Se chove, tenho que me adaptar a isso e renunciar a um passeio bonito ao sol, mesmo que fosse a melhor coisa que me poderia acontecer. Da mesma maneira, olhar a fotografia de alguém querido ou de um momento especial, faz pensar em como tudo o que aconteceu foi tão bonito e acabou por me ajudar a fazer o que sou agora.

O gesto de olhar em profundidade as minhas escolhas, às vezes forçadas, nascem de algo que se chama contemplação. Em que me distancio para amar, e percebo as histórias por detrás dos acontecimentos. Para agradecer no fim de tudo, percebendo a Vida que acontece em cada instante.

09 novembro 2007

As pessoas são bonitas

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Já há algum tempo que queria escrever sobre uma coisa que reparo tantas vezes. As cidades têm os seus ritmos e rituais. Sobretudo nas coisas que fazem parte do quotidiano, como picar o bilhete quando se entra no metro, ou fazer determinado percurso para ir trabalhar.

E, às vezes, as coisas mudam, ou o sistema de controlo dos bilhetes, ou cortam uma rua porque vai acontecer qualquer coisa. E as pessoas fazem o que aparece de novo, talvez protestando nas primeiras vezes, mas depois é um novo hábito.

O que reparo e me encanto é esta espécie de solidariedade anónima em que tantas pessoas fazem os mesmos gestos todos os dias. Porque está mandado, ou porque tem de ser para que as coisas funcionem. Mas sinto-me no mesmo barco, a partilhar os acontecimentos comuns.

Talvez devesse estar um cartaz ou alguém a chamar a atenção para o quanto somos iguais em tantas coisas. E isso uniria as pessoas, pelo menos faria olhar com simpatia para quem passa ao nosso lado.

08 outubro 2007

Coisas do dia a dia

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Comecei hoje as aulas e foi bom sentir a alegria de um regresso no ambiente da turma. O professor na primeira hora da manhã pergunta de onde vêm os alunos. Estão representados os cinco continentes, com uma diversidade cultural e geográfica muito grande.

É uma turma especial, quase todos religiosos, seminaristas... mas sente-se algo bonito, que se pode ler quando se vêem tantas histórias tão dispersas que, num momento, se juntam no mesmo lugar. E, de alguma forma, todos participamos na história de cada um.

É saber ver e saber ler muito para além do que está presente diante de nós. O que, depois, chama a uma maior profundidade, a parar e a agradecer. Com a maior simplicidade, própria de quem se sabe conduzido e que quer dar respostas com sentido àquilo que acontece.

30 setembro 2007

Mais além

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Um caminho a partir do essencial faz-nos levantar os olhos e perceber até onde chegam os nossos gestos. Não se parte de desejos já conseguidos. Esses são as referências, é o que levamos connosco.

A maior riqueza é saber que há tesouros que não se perdem e, por isso nos permitem abrir os braços e abraçar um mundo de paisagens novas. Que se repetem, mas constituem um além que nos transcende. É o arriscar sem medida, quando se tem a certeza que o que virá, terá de ser a vida que me chama a ser completo.

Há tantas pessoas que precisam de um coração que as envolva... mesmo na distância e no desconhecido. Sabemos que trazemos um poder capaz de levantar o mundo. E este manifesta-se na alegria... no ser melhor.

Porquê? ... É que nunca fui melhor do que sou agora.

07 setembro 2007

Ciclos de Vida

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Há coincidências mesmo bonitas... farei esta noite a viagem para Loyola, onde chegarei amanhã de manhã, dia 8 de Setembro. Precisamente dez anos depois de entrar na Companhia de Jesus.

Recupero em lugares do passado a experiência presente de um homem que se entregou a Deus, mudando a sua vida e a dos outros. Faço dele também a minha experiência.

De sentir fragilidade no meio do sonho e descobrir que um coração pequeno não realiza ninguém. De ser decidido a partir para longe de casa e levar pouco mais que o corpo e alma, quando estes servem para caminhar na confiança.

Quando a conquista das coisas antigas já não servem, é preciso abrir as mãos e o coração e voar nos ventos que vierem. Conhecendo-me em olhares que amam, sou conhecido. E sigo sem parar, na exigência da felicidade. Novos recomeços...os ciclos da Vida.

PS: e fico por aqui, até dia 29 de Setembro, em que regresso a Roma. Farei os Exercícios Espirituais de 18 a 28. Rezo e acompanho no silêncio e na Presença. Até breve! =)

20 junho 2007

Por acaso...

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A nossa vida é feitas de coisas bem pequeninas... e essas coisas são grandes oportunidades. Há dias especiais, com acontecimentos que marcam novas etapas da Vida, mais ou menos fundamentais. Mas é verdade que a grande parte do trabalho dos nossos sentidos se volta para coisas tão comuns.

A diferença entre o levar uma vida de qualidade melhor ou pior, não está na quantidade e qualidade das coisas que nos acontecem. Está no modo como olhamos... a cor e toque que pomos nas coisas, é o que definitivamente traz a nossa marca.

Ou toco como se nada fosse, ou amo porque tudo é bonito. Mesmo as coisas caídas no chão, ou as paredes sujas... é sempre um convite a por qualquer coisa em ordem... ser mais completo nas minhas acções, ser capaz de ser transparente e decidido no que é melhor para cada momento.

Isso faz-se num abraço de chegada, alimentado nos momentos em que olho as paredes da minha casa e me sinto no meu lugar, sempre com vontade de o encher de novas flores e novas músicas.

06 junho 2007

Dá-me um sorriso

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Dá-me um sorriso, pede-me a Vida. Um, pelo menos um, durante todos os dias da tua vida. Quando ganhas e quando perdes, sempre, em cada dia em que nasce o sol e quando cantarem os pássaros.

Quando vires uma cor que traga qualquer coisa de novo, uma distância do passado. Ou um som de água a correr, que te leve para longe. Quando apertares uma mão, ou acariciares um rosto, tocando a humanidade, realizada ou doída que seja.

Pensa num sorriso quando vires os dias futuros, aquilo que te espera como um abraço quente de teres chegado e estares pronto a partir. Em contínuo movimento.

Traz a paz no teu sorriso, mais que a alegria. Sê como a chuva, fecunda, faz florir os campos, pinta as tuas paisagens de amarelo e lilás, como as que se vêm de um caminho, por entre a planície.

19 maio 2007

Encontos essenciais

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19.10h, durante uma viagem de comboio. Senta-se à minha frente um senhor de à volta dos cinquenta anos, chinês. Trazia nas mãos os objectos que tentou vender na praia durante o dia.

Não olhava para nada à sua volta, como se não estivesse lá. Apenas para o céu, fora da janela.

Interrompeu a sua viagem, quando o lugar ao lado ficou livre, para fazer sinais a uma menina, filha de turistas alemães, para se sentar. Ela não quis. E ele continuou a olhar o céu.

O que fará em Roma, a vender coisas na praia, este homem? O que é que ele veria no céu? E porque é que o único regresso à realidade se faz por uma criança?

Porque o eterno e o sincero são as coisas mais presentes quando se está longe... talvez... Por todos algum dia fazermos o mesmo. Nestas coisas somos tão iguais, independentemente de sermos chineses, alemães ou portugueses...

14 maio 2007

Conversas do vento

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Por onde passo, trago qualquer coisa de passageiro. Por não ser visto, e só sentido, trago conforto em dias de calor. Acaricio de modo completo, quando se sai de casa.

Levo para longe, sem levar nada comigo. Transporto esperanças e faço regressar passados felizes. Apareço em sonhos, em que faço bater portas e janelas, indicando uma presença. Entro onde posso, sem estragar nada.

Arrasto os sons da natureza, ao mesmo tempo que dou vida às cores. Como a alma, sinto-me livre. Faço mover os barcos e os moinhos, sou forte no meu descanso. Sei a minha origem, não preciso de mais nada que uma Vida que possa abraçar, infinitamente. Para quê mentir-me e fugir do meu destino?

30 abril 2007

História(s)

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Tenho estado estes dias, aproveitando este fim de semana prolongado, a fazer de guia da cidade com algumas pessoas amigas. E aproveitar os passeios e as visitas para estar num ritmo que, habitualmente, não tenho aqui. E que a maioria das pessoas que aqui vêm fazem.

Contactar com as maravilhas do passado é sempre um tempo de rever o presente. Perceber como eu faço parte de muitos anos de tradições e acontecimentos, bons e maus, que me permitem perceber-me a mim mesmo e ao mundo.

Cruzar histórias de civilizações com milhares de histórias de pessoas que se cruzam connosco na rua. E ver tantos pontos comuns, de como, no fundo, todos somos muito parecidos em algumas coisas... por caminhos diferentes, mas em mundos de experiências interiores e exteriores que fazem com que se sinta o mundo humano com maior plenitude.

É uma rede complexa de línguas e culturas, este mundo em que estamos. Mas há tanto em comum... tudo aquilo que nos faz sonhar com a possibilidade de fazer um mundo mais feliz.

17 março 2007

A experiência

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Sei olhar para fora da minha janela... é grande um horizonte de mar e deserto, talvez os dois juntos... enfim! Desenhar fábulas encantadas no ar, como se pegasse num lápis com todas as cores e pintasse os caminhos, para serem sempre novos.

Talvez alguém os olhasse, e perdesse tempo com os passos que se dão. É tão bom olhar para trás e sentir-se construído...

Alguém precioso recebe um tesouro precioso. Faz o teu céu, não do que gostarias de ter, mas aquele que já conseguiste. Aquelas coisas que duram milhões de anos, mais que a memória, as que são como estrelas. Que já levantaram os olhos de quem atravessou mares de água e areia, e que hoje servem para ficar feliz, porque estão hoje ali para nós, quando se está deitado no chão a sentir o rumor do tempo.

Felicidade... a tanto obrigas a quem te recebe?

08 março 2007

Saber ver

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Olhar para a Vida a partir de uma janela bonita é ver o mundo como ele é? Pode ser um vidro transparente, ou um vitral de cores aquecidas pelo sol. Um vidro sujo, esse certamente distorce a minha visão...

E que coisa é sentir-me no meio do mundo? Sem olhar da varanda e ser capaz de me misturar com a Terra que piso?

É fácil viver longe de mim, quando olho pelo vidro da janela mais bonita do mundo, ou quando até penso que sou transparente ao sentir o vento a passar pelos cabelos.

Olhar para fora de mim pode ser tão comprometedor como evasivo. Tenho-me dado conta que nenhum olhar meu é mais transparente do que aquele que faço com a minha verdade. E olho-a sem medo, até ser capaz de a amar. Será a partir daqui que sinto que os meus olhos são as janelas perfeitas... desde as quais olho para tudo, sem me distrair com os vidros que tenho à minha frente.

26 fevereiro 2007

Missões

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Quando pensamos numa missão da nossa vida, é automático haver um alargar de horizontes. Normalmente não é uma escolha do que fazer da Vida, mas tem sempre a ver com escolhas dentro de algo grande em nós. Por isso, quando se diz que temos uma missão em relação a alguém ou a alguma coisa, isso é sempre algo muito sério.

Conheço pessoas que têm missões, eu tenho missões em relação a pessoas. Conheço pessoas que se entregam a coisas muito importantes na sua vida, eu também me entrego às coisas que considero mais importantes. E isso é sempre algo muito sério.

Acredito que não há missões diferentes na minha Vida. Uma mesma opção fundamental abre caminhos para a concretizar. Procuro ver os caminhos, que também são pessoas, que tornam palpável o sonho. Não me multiplico em várias coisas importantes. Sei que uma é a única... e depois, amo-a com cores diferentes.

18 janeiro 2007

Maravilhas

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Ser capaz de um gesto de mudar os olhares e o tamanho do mundo. Não se acrescenta nada ao que se vive, é apenas ir mais fundo na conquista do que já me pertence.

Abandono-me nos passos calmos ao longo do rio, debaixo das luzes da cidade. Envolve-me a noite e o nevoeiro frio. A música acalma, leva aos lugares de sempre, como a fonte de onde nascem as sensações antigas, as que contruíram pessoas e lugares, no tempo em que a novidade foi possível.

Entrei nessa nuvem para recordar e esquecer. De tomar nos braços da alma vidas que me foram passando pelas mãos e ser capaz de as olhar com um sorriso agradecido e cheio de ternura... porque continuam além do espaço e do tempo.

Entrei nessa nuvem para carregar a dor e libertar o sentido. Para dar conta que no meu momento presente sou incomparavelmente pleno de memórias. E ainda mais que isso, realizado em promessas nas quais tenho a maior confiança. Ao ponto de nem ser possível acreditar mais nelas, só resta a maravilha....

21 dezembro 2006

Atraído

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Neste modo de alargar as nossas fronteiras, somos percorridos por um entusiasmo vestido de ousadia, coragem, auto-confiança. Que nasce da nossa casa, do que nos rodeia intimamente e nos faz acreditar que podemos mudar muitas coisas no mundo e nos outros.

É perceber que somos feitos de uma força eterna e veloz, que quer ser sempre nova e original. E não precisamos de nos defender, sabemos a certeza a que fomos chamados, que a História tem um final feliz. E caminhamos, corremos, viajamos, voamos para longe, para tão longe...

Até que me encontrei sozinho num outro planeta, o da minha impossibilidade. Tantas coisas feitas, parecia hoje que a maioria estava perdida. Tantos gritos de aclamação, ouve-se agora o rumor do desalento. Um deserto de areia escura e um sol escurecido por nuvens tristes. Os vestidos da força estavam gastos e sem cor.

E só me restou aproveitar o último reduto da minha força original e eterna para me pôr de joelhos e esquecer-me. E não tentar encontrar motivos, só deixar-me estar a navegar no desejo de me perder num destino incerto. Num mar sem fim que se foi abrindo pouco a pouco em ondas de confiança.

Senti-me levantado por aquela mão que um dia tocou a Terra e fez o Homem. Que finalmente me alcançou na mais pequena humanidade, quando não pude fazer mais nada, quando não pude pensar mais nada, quando não pude amar mais nada.

E agora os passos cansados retornavam no olhar de quem contempla e adora, e nas mãos de quem cura e sustenta. Como o olhar e as mãos que agora iam comigo, agora para sempre, agora até ao Céu.
 

Cidade Eterna © 2010

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