Existe uma palavra italiana que não consigo traduzir bem em português: custodire. Poderia ser guardar com cuidado, mas significa algo mais. Há coisas que guardamos como um armazém, sejam coisas materiais, sejam as nossas memórias. E há outras coisas que guardamos com sentimento, fazem parte de nós, quer coisas materiais, quer as nossas memórias.
Normalmente, aquilo que guardo (custodisco) são objectos sem valor, que cabem no bolso. Aquilo que é verdadeiramente importante, vai connosco para todo o lado, não ocupa espaço, mas significa uma parte muito importante da Vida. O que importa não pesa, nem atrapalha.
As memórias que guardo (custodisco) são poucos momentos em que pude dizer: Aqui está, é isto que quero ser, é isto que significa verdadeiramente, é isto que Tu és para mim. Não são necessárias enciclopédias de definições que expliquem os nossos passos maiores. Simplesmente acontecem.
Tesouros que têm valor por si mesmos, não pelo que se pode classificar exteriormente. Fazem parte de nós, somos nós.



















