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23 outubro 2008

Verniz

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De facto, é um lugar-comum da nossa comunicação responder brevemente à pergunta: Está tudo bem? com um simplificante: sim, estou bem. A grande maioria destas perguntas um bocado apressadas têm esta resposta. Muitas vezes o faço. E acontece que, raras vezes se ouve dizer: mais ou menos, ou nem por isso. Quebra-se o ritmo de repente e somos chamados a parar para saber como poder ajudar e o que se passa.

Talvez o dizer que está tudo bem é uma forma cómoda de não incomodar ninguém com os meus problemas, ou até pode ser uma forma de afirmar a verdade que gostaria de viver e que não vivo. Assumir estados mais tristes obriga a quebrar a velocidade do dia-a-dia, gasta-se energias e é mais prático ir adiando e não pensar muito nisso.

Mesmo que o afirmar que está tudo bem possa ser positivo, porque relativiza problemas com pouca importância, acredito que muitas vezes isto tem a ver com um desejo incontido de auto-suficiência, sobretudo se são questões que se preferia não ter de afrontar. Há uma certa humildade em reconhecer fragilidades. E coragem para pedir ajuda. De alguma forma, a nossa comunicação de estados de espírito devia ser mais transparente, sem uma máscara bonita de aparência, que só acaba por nos esconder de nós mesmos.

22 outubro 2008

Fascínio

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O nosso dia-a-dia é sempre uma espécie de pequena parábola da nossa vida. Cada dia aparece como um novo nascimento, caminhos conhecidos a percorrer, cheios de rotina e novidade. Com altos e baixos, momentos de realização surpreendente e consoladora e outros momentos de perda, cansaço, às vezes desilusão.

Não é fácil viver todos os dias entre coisas contrárias. Talvez seja este o grande mistério que vem associado ao facto de respirarmos, de nos movermos, de existirmos e de relacionar-nos. Há um desejo que tudo fosse cem por cento eficaz e conseguido. E como não acontece, o desejo traz consigo um peso de frustração. Porque o nosso mundo somos nós, aquilo que decidimos, aquilo que fazemos. O nosso mundo são os outros e as marcas que fazem na alma. Perfeição e fascínio, perda e desânimo.

A aceitação do nosso facto quotidiano vem vestida com a roupa que lhe quisermos vestir, ou a luz com que a podemos iluminar. Não quer dizer que a aceitação da vida seja relativa a momentos de bom ou mau humor ou à sorte ou azar do que acontece. Assim, viveríamos constantemente atirados para um ou outro lado, conforme o vento. As raízes são a nossa parte mais sábia... percebe-las, amá-las, cuidá-las e fazê-las crescer é a nossa missão mais autêntica.

11 outubro 2008

A Vontade

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Qualquer esforço de organização, quer do tempo, quer dos nossos assuntos interiores têm por base a força da nossa vontade. A vontade está ligada a decisões e consequências. Uma decisão vem sempre num bom momento, é um caminho começado, novos horizontes, uma esperança capaz. O dia-a-dia faz o teste à nossa constância.

Uma vontade forte tem de nascer de um fascínio por qualquer coisa de absoluto. Se não for assim, vamos ficando enrolados no que vai acontecendo e na urgência dos nossos compromissos e acabamos por chegar àquela desconfortável situação de que ainda não foi desta, mas amanhã será melhor.

Um bom caminho para evitar estas pseudo-promessas de uma pequena boa intenção é um contacto contínuo com aquilo que nos enche a alma, um amor enorme por uma qualidade de vida acima do previsto... algo parecido com o que se poderia chamar santidade.

08 junho 2008

Atentos

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Li ontem um fragmento de um texto, feito por um padre italiano, que diz mais ou menos isto:

"Piazza Venezia. 12.31h. Um jovem acabado de cair do planeta adolescência está parado no passeio, junto à estrada, com o volume do Ipod no máximo. Nas mãos o telemóvel já quente de tantas mensagens que não acabam de chegar. Olha para o visor, sem se dar conta de nada. Chega o 64. O motorista apita, zanga-se. Pára junto dele. A meu lado, uma senhora de idade diz-me: São os novos surdos"

Uma vez experimentei ir a ouvir música enquanto caminhava. Parecia que assistia ao que estava à minha volta como se fosse um filme. E muito bonito. Mas foi estranho, porque eu via de fora o que acontecia à minha volta... talvez por isso não voltei a repetir.

O isolamento que o ruído faz esconde o silêncio de tocar o mundo à minha volta. Gostaria de aproveitar melhor os dias que me são dados viver, e chegar ao fim de cada dia com a alegria de cheiros e cores autênticas, quando não ficou nada de bonito por fazer. A atenção ao mundo à minha volta é um desafio para o agradecimento. E a melhor forma de o fazer é cuidar do que tenho e do que me acontece, com a força de olhar para além do real, com a luz de ter sido privilegiado em poder assumir tudo com simplicidade e maravilha.

27 maio 2008

Mundo colorido

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É preciso deixar correr as cores e não ficar parado em paisagens cinzentas. Um artista pinta um quadro não deixando escapar a força da cor. Talvez para que fique gravado um momento em que quis significar um sentimento, uma abertura para o seu próprio mundo.

Cada dia experimentamos um excesso de algo que vai para além do que vivemos. Muitas vezes, o problema é não saber como lidar com ele, parecem desafios grandes de mais, ou desinstalam-nos de programas feitos e rotinas confortáveis.

Tenho-me dado conta que não é muito fácil viver de acordo com os desafios de ir mais além cada dia. Às vezes não é mesmo possível, mas o estar disponível para dar alguma cor nova a qualquer acontecimento do dia abre o coração para um modo de estar mais irrequieto e artista.

26 maio 2008

É o que trago

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O que temos para dar são coisas pequenas. Ao menos quando, cada dia, pensamos no que podemos fazer para mudar a nossa vida, ou a vida dos outros para algo melhor ou mais completo. Há outras alturas em que nos é pedido passos de gigante, mesmo que não seja preciso um gesto extraordinário, apenas uma aceitação confiada das coisas da alma.

De todos os modos, a nossa normalidade é cheia de coisas muito comuns, deste tipo de encolher os ombros e dizer que não foi nada de especial. Mas foi grande e foi bonito. Foi disponibilidade nossa de acreditar no bem possível das coisas boas que fazemos cada dia.

Um dia alguém perguntou se fazer sempre o bem é difícil. Acho que não, porque é muito mais natural em nós, é diferente o que se sente depois de fazer o bem, ou quando nos damos conta que o deixámos de fazer. O que é difícil é querer fazê-lo sempre, com uma disponibilidade de todos os dias, sem preguiça e com alegria. Mas a vontade e o sorriso também são naturais em nós...

19 maio 2008

Escrever

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Uma folha branca e uma caneta é um mundo que se abre. Muitas vezes não sei o que irá sair dali. Agora já nem se usam as folhas... fica aquele nervoso miudinho de estar a frente de um ecrã branco do computador enquanto os dedos passam pelas teclas à espera de começar.

Depois começam a sair palavras, associadas com pensamentos velozes que se querem apanhar. Dizem que a primeira frase marca o livro. Por isso até acertar se tenta uma vez e mais outra vez. Quando se põe o primeiro ponto final, está começado o caminho, começa a viagem. Tudo isto tem muito de entrega, são palavras e fantasias que ficam reais para quem escreve e para quem lê.

Cada dia começa com esta primeira frase, ou um som de despertador, a maioria das vezes, que toca muito mais cedo do que devia e tem sempre um som irritante. O primeiro gesto e a primeira palavra dão sentido ao que quero fazer do dia, àquilo que vai ser escrito, o que traz fantasia e vitória conseguida a mim e a quem encontrar.

18 maio 2008

As coisas insólitas

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O meu dia foi-se construindo a partir de uma lista de coisas-a-fazer nunca completas. A não ser uma pequeníssima parte dos dias em que ficou tudo feito. Riscar compromissos tem sempre associada uma sensação de bem estar. Há vantagens em ser organizado, para poder fazer muitas coisas em pouco tempo.

Não deixo de sorrir quando vejo acrescentarem-se as coisas imprevistas, sobretudo se forem insólitas. Enfim, coisas de quem tem muito para fazer e gosta de sons diferentes. Não há cansaço que valha uma boa oportunidade para rir e fazer rir, olhar a Vida pelo lado positivo e dar-se conta que é preciso e é bom relativizar as coisas pequeninas.

Uma coisa insólita é como uma surpresa dentro da carruagem de metro. Uma música inesperada que faz desligar o tempo, assim, num estalar de dedos. Seria bom fazermos mais por sermos mais diversos, num olhar simples e despreocupado. Não é preciso estar a contar cada um dos nossos passos pesados.

21 abril 2008

Cuidados

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Por uma série de circunstâncias e conversas, hoje tenho andado a pensar muito num determinado tipo de compromisso. Tem a ver com a qualidade da minha Vida, nas coisas mais quotidianas.

Normalmente, pensamos que o que há a agradecer são acontecimentos extraordinários, ou coisas que acontecem em relação às pessoas que nos são próximas. Pensamos que sempre tem de haver qualquer coisa que nos encha a alma para poder dizer que o dia nos correu bem. De resto, um dia normal, faz-nos ficar indiferentes e se nos perguntam como foi o dia?: eh... normal, nada de especial.

E passa-nos ao lado uma série de coisas que poderíamos cuidar, sobretudo a qualidade daquilo a que nos comprometemos no dia-a-dia, a nossa saúde, aquilo que podemos fazer sempre melhor, até ler um livro que está a ganhar pó há muito tempo, em cima da mesa. Há uma marca nossa mais autêntica, que nos fala de como podemos ter sempre muita luz em tudo o que decidimos ser a nossa vida actual.

17 abril 2008

Novidades

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Por muito que façamos coisas novas e isso também depende das alturas do ano, vejo que a grande maioria dos nosso dias se passam em horas de rotina. Passamos pelos mesmos lugares, estamos com as mesmas pessoas, ocupamo-nos nas mesmas coisas.

Somos familiares com um determinado estilo de Vida, ao qual nos vamos habituando. Se por um lado, isto é bom, porque deixamos que o tempo passe e integremos aquilo que é o mais habitual em nós, por outro, há o risco de ficarmos só pelo que já nos acontece habitualmente. E dou-me conta de que nada é tão triste como uma monótona rotina.

Porque deixamos que a luz do nosso olhar faça perder a cor ao que acontece, como fotografias que apanham muito sol e só nos damos conta quando deixam de ser bonitas. Um tipo de paragem ao início e ao fim de cada dia pode ajudar-nos a renovar e a atirarmo-nos com nova energia ao que acontece. Podemos ser sempre pintores muito criativos, e nunca nos cansamos de ser assim.

PS: Acho espectacular este boneco =)


31 março 2008

As mudanças

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Depois de experiências fortes, chega o tempo de voltar ao dia-a-dia, e às coisas de sempre. Seria, contudo, melhor que não fossem precisos momentos especiais para abraçar regressos conhecidos. Ajuda, mas sobretudo faz cair na conta de atitudes que deveriam estar sempre mais presentes.

Os tesouros conquistados num dia de Vida atenta a luz do sol, cores e perfumes, enchem a nossa casa de tantas coisas que ficam a fazer parte de nós. Cada dia poderia ser uma mudança para algo melhor, mesmo que fosse um dia em que tudo acontecesse ao contrário.

Um coração que sai de casa cada dia aberto ao que vier, cheio de dons para dar e vender, não se espanta mesmo com a possibilidade que os bons propósitos desapareçam em poucos minutos. Mudar cada dia para fazer coisas cada vez mais completas, em tudo o que acontece... não é fácil encontrar os embates, mas a atitude de fundo predispõe para uma alegria simples e desprendida.

É preciso humildade nos gestos de dar, porque cada dia voltamos a casa mais cheios.

02 março 2008

Certas palavras

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Antes de dormir, tenho um livro de histórias que me acompanha... desligar do que foi o dia, pensar noutros mundos, viajar por estradas de flores e campos de trigo. Há palavras nos livros que descrevem paisagens que parece que sempre vivemos lá, e pertencemos a alguns lugares que não conseguiríamos descrever de outra forma.

E vou-me definindo entre palavras e mundos que dão esperança e fazem perceber a fundo as origens e os destinos dos sentimentos e dos desejos.

Chegaria um exercício de escolher certas palavras que definissem cada um dos meus dias, e às vezes palavras que gostaria de nunca as dizer. Felizmente, também temos um dicionário imenso de termos felizes. Mas as grandes obras de arte são escritas e feitas em folhas brancas e pedra bruta... daí nasce poesia... e a perfeição que já somos ganha forma.

14 janeiro 2008

Viver o tempo

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Ontem li uma frase que me fez pensar e que veio mesmo a calhar para o momento presente. É de um santo, chamado Ireneu, que viveu no século II e diz assim: "O tempo permite ao homem habituar-se a receber Deus e permite a Deus habituar-se a habitar no homem".

Criar hábitos tem sido um dos maiores desafios que tenho sentido. Ter hábitos não é o mesmo que viver na rotina. Acho que tem mais a ver com rituais dos quais não podemos prescindir, para estarmos o mais possível diante da nossa verdade.

Um bom hábito, que nos construa, mesmo que seja algo pequeno, mas perseverante, acaba por marcar um modo de estar e de ser na Vida. O pior é quando sabemos o que queremos, mas o dia-a-dia nos distrai com coisas bonitas mas que nos deixam vazios. Há dias em que me faltou dizer "Estou aqui".

Ao ler esta frase percebi que Deus tem também um modo e um tempo de se habituar a mim, muito diferente do meu. É muito mais paciente, ama muito mais, acredita na parte de mim que me supera e que me faz ser Bem. Talvez um hábito para os próximos tempos seja a minha paciência e o estar onde devo estar, por um momento pequeno aos meus olhos, mas gigante no espaço-tempo da eternidade.

09 janeiro 2008

O Bem de Todos

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Esta manhã, numa aula, ouvi algo que me surpreendeu. Que o facto de eu existir e agir mexe com todos os homens. De modo mais directo com os meus pais, as pessoas amigas e conhecidas, as que marcaram o meu caminho. Indirectamente, de tantas formas possíveis: computador made in USA, sapatos made in Italia, incenso indiano, camisola made in China... Além das pessoas que encontro nas lojas, o motorista do autocarro, quem já rezou à frente da mesma imagem na Igreja onde costumo ir...

E cada uma destas pessoas tem um outro mundo relacionado com elas. A comunhão ou fraternidade entre os seres humanos, para o bem e para o mal, é muito mais real do que supomos.

Todo o bem que faço não é apenas imediato e visível. Crio algo que é muito mais parecido como um Bem Universal, uma construção de algo positivo na vida de quem não conheço. Do mesmo modo, o mal que faço ou o bem que deixo de fazer rompe qualquer coisa e alguém, directa ou indirectamente sofre com o que eu deixei de fazer ou destruí.

Talvez seja muito importante acreditar cada vez mais no nosso poder de fazer o Bem e evitar o Mal. Não é uma espécie de favores em cadeia, é algo que tem a ver com as nossas decisões e gestos mais quotidianos.

07 novembro 2007

Pergunto-me

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As perguntas sobre o acontece comigo e com o que está à minha volta acompanham-me continuamente. A grande dificuldade às vezes está em encontrar as perguntas certas e as que produzem um resultado que me leve a abrir horizontes.

Há perguntas que sinceramente me trazem respostas surpreendentes, sobretudo aquelas que andei a evitar muito tempo, por medo ou por preguiça. Há outras que são desnecessárias e me fazem insistir em coisas que já passaram e só gastam energias.

A pergunta mais importante tem sido: E agora? Parte de uma contemplação da minha realidade que é amada. Um olhar tocado por uma sensibilidade que acolhe o que sou é a que possibilita a pergunta construtiva. Não faz perder tempo, faz querer avançar em gestos maiores.

21 outubro 2007

Continuidade

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Estes dias tenho sido bastante confrontado com compromissos assumidos e que exigem de mim tempo e atenção. Não tem sido fácil dar a importância devida a tantas coisas importantes ao mesmo tempo. Sei que nem sempre se anda tão cheio de coisas e que, mais tarde ou mais cedo, se chega a uma rotina, com o que essa também tem de saudável.

O desafio principal tem sido a continuidade de fundo. De não deixar perder algo que é fonte e fundamento do que se faz. Os nexos vão-se encontrando, mas há um espaço onde o coração precisa de estar e saber que todas as coisas nascem e crescem de uma Vontade que acerta sempre com o mais essencial.

Neste caminho é muito importante a oração e o espaço que se dá a Deus para que faça saborear as raízes e olhar os ramos e os frutos.

16 outubro 2007

Sabe bem

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Acordar de manhã e fazer passar diante dos olhos os projectos do dia. Tentando afastar a preguiça daquilo que já encontrei ontem e antes de ontem... Há uma luz nova, lá fora faz mais frio, tive que procurar o casaco que estava guardado desde o Verão.

E faço passos para encontrar coisas novas... há sempre um sorriso que me surpreende, ou um gesto que me interroga. À minha volta a Vida desenvolve-se com velocidade, no meio do ruído do trânsito. Na esquina, um saxofone, e ali vendem-se calças com desconto.

Continuo... sabe bem parar e sentar no muro daquela praça. Por um instante fecho os olhos e vejo os sons. Lá longe ouvem-se as gaivotas. Voam para o mar. Talvez hoje vá com elas... ou amanhã... Noutra ocasião... hoje sabe bem agarrar os sentidos, fazer o dom presente. Recebi uma carta escrita pelo vento, enviei-a para o outro lado do mar...

08 outubro 2007

Coisas do dia a dia

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Comecei hoje as aulas e foi bom sentir a alegria de um regresso no ambiente da turma. O professor na primeira hora da manhã pergunta de onde vêm os alunos. Estão representados os cinco continentes, com uma diversidade cultural e geográfica muito grande.

É uma turma especial, quase todos religiosos, seminaristas... mas sente-se algo bonito, que se pode ler quando se vêem tantas histórias tão dispersas que, num momento, se juntam no mesmo lugar. E, de alguma forma, todos participamos na história de cada um.

É saber ver e saber ler muito para além do que está presente diante de nós. O que, depois, chama a uma maior profundidade, a parar e a agradecer. Com a maior simplicidade, própria de quem se sabe conduzido e que quer dar respostas com sentido àquilo que acontece.

31 maio 2007

As pequenas maravilhas

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Corre-me bem a vida... nos passos do dia a dia, respondendo ao que se pede, procurando acertar em coisas importantes e em gestos significativos, a maioria deles invisíveis. Aqueles que enchem o coração da certeza de saber por onde se vai, e ficar contente por tudo ser assim.

E pensava que o dia a dia não é feito de momentos menos bons, apesar de existirem. Nada é perfeito, nem ninguém, dir-se-ia. Acredito que seja uma questão de perspectiva, ou, mais que isso, de sentido.

Tento criar um olhar optimista, que veja primeiro a luz e depois as sombras. A Vida na totalidade só se mostra assim. E descobrem-se os pequenos tesouros, mais uma vez, a maioria deles invisíveis. E tão pequenos comparado com a grandeza da Maravilha de ser amado.

Crescer na Bondade plena, da qual pressinto o brilho, como estrelas cintilantes. É tudo tão Maior que o melhor que se vive, isso traz-me um grande consolação.

14 abril 2007

Coisas pequenas

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Quando a Vida regressa às horas normais, em que os corredores da casa e as pedras da rua dizem de novo bom dia aos passos-de-cada-dia. Sair da rotina como se fosse possível viver uma realidade diferente. No fim de contas, há cores e sons de todos os dias.

O que me maravilha nas crianças é que elas não conseguem fazer repetições. Se algo é já conhecido, a fantasia entra no Mundo. Constroem-se histórias a partir de um lápis, uma folha de árvore, ou uma pedra que brilha.

Os meus brinquedos nunca ficavam arrumados na estante. Cada dia tinham uma missão nova, muitas vezes iam salvar o mundo. Quando cresci, ficaram a fazer parte do museu da nostalgia, quando os vejo no quarto de casa dos meus pais.

Os gestos meus de cada dia são esta vontade de querer ser pequeno, sem ser diminuído nem nos horizontes nem nas possibilidades de amar. O mundo de cada dia é todo o Universo do que se pode ser e fazer, quando se decide simplesmente ser eternamente criativo.
 

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